terça-feira, 12 de junho de 2012

Como bolhas de sabão...


Como as bolhas de sabão que necessitam da mistura ideal e proporcional de água e sabão para que possam pelo sopro, voar alto ou pousar na palma da mão, uma relação seja ela de qual natureza, necessita de carinho, "amor", dedicação e compreensões em doses corretas.

Os relacionamentos são belos, coloridos, leves gostosos quando feitos e conduzidos de maneira correta.

São muitas as nuances que movem a nós, homens e mulheres, as eiras do afeto e das vontades de relacionar-se.

É preciso para tanto, compreender que numa relação, vivemos "dois"e ao mesmo tempo "um".

Explicarei melhor...

Quando conhecemos alguém e nos entregamos, entrando nas correntes de vento da paixão, deixamos-nos levar pela magia e pelas belezas das qualidades do outro. Imaginamo-nos num futuro repleto de alegrias e viajamos para cada vez mais longe nas correntes do vento.

Devemos lembrar que as paixões de uma forma geral devem nos ser somente propulsoras, e que a persistência delas denotam falta de maturidade para com nós mesmos. É exatamente nestas horas que entramos nas cobranças desenfreadas, nos apontamentos de defeitos descabidos ou na impercepção das virtudes do outro.

Precisamos lembrar que quando, numa relação de amor, "auxiliamos o outro a caminhar por si mesmo, conduzindo-o a encontrar seu próprio curso existencial. esse amor, mesmo que pareça tranquilo, não está de fato estabilizado".(extraido da obra "Conviver e Melhorar" de Lourdes Catherine)

O  verdadeiro amor é a capicidade de direcionar a nós mesmos e ao outro numa busca incessante rumo ao entendimento. Por isso vivemos "dois" e ao mesmo tempo "um".

Devemos ser capazes de lidar com as mais variadas órdens vivenciais utilizando da vontade , do saber progredir intimamente e ser arrimo aquele ou aquela que está ao nosso lado, pois esta pessoa assim como nós, tem suas buscas, dificuldades, problemas e vicissitudes da alma errante.

Nesta caminhada tão difícil é imprescindível que para um relacionamneto de fato, ambos desejem.

Como própria postura íntima, não devemos viver de autopiedade. Não devemos nos colocar como vítimas ou algozes, isto é, se faz preciso assumir uma postura de confiança para conosco e isso reflitirá diretamente no outro.


Há sempre duas formas de se estabelecer o vinculo entre duas pessoas: o amor que se faz como uma contrunção contínua e madura se fortalecendo a cada dia por meio da ternura, imensa confiança e devoção que por si só bastará; ou pela "obrigação que gerará as desavenças e recriminações...quem se obriga nas questões do amor vive em constante busca de razões ideológicas ou de justificativas filosóficas".(extraído  da obra "Coviver e Melhorar" de Lourdes Catherine)


Para que nossa bolha de sabão permaneça sempre repleta com seu brilho e coloridos se fará sempre oportuno a utilizaão do diálogo sincero; este por sua vez não poderá se converter em cobranças e apontamentos de possíveis defeitos; antes deve ser ferramenta do amor para que aja sempre união e equilíbrio.

Como já dito antes neste Blog e dito por muitos outros tantos pelo mundo afora, a felicidade só depende de nós mesmos, caminhar tendo ao lado alguém com quem dividir não deve significar nunca depender do outro para ser feliz.

A compreensão, a aceitação, o carinho, o entendimento, a solicitude, a sinceridade e a verdade; são cadinhos essenciais na tarefa de educação do amor; porquanto o amor também se aprende.

Saibamos amadurecer para melhor conviver.

Ser feliz é uma escolha.

Alforria



"O Sol quente dos solos Pernambucanos e Baianos queimavam a pele já fraquejada pela sombra do tempo que se arrastava daqueles tidos como escravos. Mãos calejadas empunhavam a foice para o corte da cana. Os olhos lacrimejantes ardiam na tristeza pela saudade da terra natal. O chicote do feitor a estalar nas costelas fadigadas que suplicavam pelo suspiro longe dos açoites...a força de resitir vinha do fundo e não nunca se abalava; esta força era a Fé(...)."(Lucas M. Santana)

São muitas as hitórias dos grandes sábios de nossas terras que nos mostraram por meio da luta, da abnegação e da fé inabalável, a elaboração de seus alvitres íntimos da real liberdade.

Estes e outros tantos exemplos demonstrados pelo mundo, nos trazem com significância que jás a hora de deixarmos de lado o idealismo e egoismo para tranformação de nós e de nossa individuação.

Ser livre é de longe fazer o que se quer. Ser livre é ter a autonomia conciente de se fazer o que é certo e melhor para si, sem agredir a nós mesmos e à aqueles que nos cercam.

Na caminada do auto conhecimento se fará necessário abnegar das viciações que nos prendem na estaguinação do crescer e ser melhor.

É preciso deixar de lado a velha imagem do cativeiro. Imagem esta que se refletia na prisão e jugo aos considerados mais fracos.

O cativeiro de hoje se faz presente nas idéias e pensamentos ultrapassados. Armas estas, muitos vezes impostas pelos nossos medos e anseios em um futuro desconhecido, onde, optamos pela falsa imagem de segurança.

Idealizar um futuro melhor de forma realista é tarefa importante para propulsionar o pensamento pelas eiras da felicidade.

Olhemos para dentro e percebamos aquilo que hoje nos impede de seguir mais adiante e transformemos a idéia em ação, criando um novo patamar, o da ideação.

Assinando assim nossa alforria da alma, que trás a real liberdade. Porque ser feliz é uma opção que não depende de assinatura.

Caminhada



Ora! Mais um Blog de auto ajuda?
A resposta é simples: se há entre aqueles que leem uma "fincada" nas lides dos pensamentos ou mesmo dos sentimentos então a resposta seria sim.

MAS prefiro colocar-me como simples aprendiz que na sua empolgação, conta aos amigos aquilo que o "mestre" lhe enscinou.

É indispensável na caminhada da vida a percepção da necessidade do auto encontro.

Centramo-nos em verdades impostas pela própria conciência vivencial e esquecemos por muitas vezes daquele que somos "além dos muros" dos pensamentos em desalinho e dos sentimentos incertos.

Esquecemo-nos de atentar ao SELF.

"SELF é o arquétipo da totalidade, isto é, tendência no inconciente de todo ser humano à busca do máximo de si mesmo e ao encontro com Deus. É o centro organizador da psiquê. É o centro do aparelho psíquico, englobndo o conciente e o incosciente. Como arquétipo, se apresenta nos sonhos, mitos e contos de fadas como uma personalidade superior, como um rei, um salvador ou um redentor. É uma dimensão da qual o ego evolui e se constitui. O SELF é o arquétipo central da ordem, da organização. São numerosos os símbolos oníricos do SELF, a maioria deles aparecendo como figura central no sonho..."(extraído da obra "Mito Pessoal e Destino Humano" de Andenáuer Novaes)

Complicado?

Penetrar em nossa razão e sentimentos é tarefa árdua e necessária a cada um de nós. Somos bombardeados todos os dias com milhões de informações que se transfiguram à maneira interpretativa do cérebro nas mais variadas formas pensamentos e formas sentimentos. Estas transformações quando em desvairio, podem causar transtornos e inquietudes em nosso cotidiano.

É preciso parar e olhar para dentro, pois é onde a vida acontece. A nossa vida.

Movimentar-se é viver. E quando um incômodo aparece é porque algo precisa ser pensado e reformado.

Tenhamos cuidado somente com nossa fiel companheira: a arrogância.
Esta companhia nos faz embarcar dia após dia nas fugas do pensar, do saber e do sentir.
Eis alguns efeitos causados pela arrogância:

"1-Perda do auto domínio
2-Apego a convicções pessoais
3- Gosto por julgar e rotular a conduta alheia
4-Necessidade de exercício do poder
5-Rejeição a críticas ou questionamentos
6-Negação de sentimentos
7-Ter resposta para tudo
8-Desprezo aos esforços alheios
9-Imponência nas expressões corporais
10-Personalismo
11-Auto suficiência nas decisões
12-Bloqueio na habilidade de empatia
13-Incapacita para a alteridade
14-Turva o afeto
15-Acreditar que pode mais do que realmente é capaz
16-Buscar mais de que necessita
17-Querer ir além de seus limites
18-Exigir mais do que consegue
19-Sentir que somos especiais pelo bem que fazemos
20-Supor que temos a capacidade de dizer o que é certo e errado para os outros
21-Julgar-se apto a conhecer o que se passa no íntimo do outro
22-Desprezar o valor alheio."(...)
(extraido da obra "Escutando Sentimentos" de Ermance Dufaux)

Se nesta curta lista, você se viu marcando pelo menos 3 das 22 opções é porque o movimento não parou e é hora de pensar melhor naquilo que nos tem sido dificíl de aceitar no hoje para que possamos caminhar em flores no amanhã.

Pensemos!